Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como doença pela associação Americana de Psiquiatria, no Brasil isso começou a ter sentido em 1985, onde não é mais considerada como desvio sexual e em 1999 os psicólogos afirmam que: " a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão".
Em 1991 a ANISTIA INTERNACIONAL passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.
Pensarmos que identidade e orientação sexual são a mesma coisa, estamos errados, pois a identidade é como o individuo se sente, a qual sexo pertence, com o qual sexo se identifica psicologicamente. Já orientação sexual representa exclusivamente o direcionamento do afeto e do interesse sexual.
A homosexualidade não é uma condição que necessite reversão, já que não é uma doença e muito menos um desvio moral. De acordo com a doutrina espírita: " o espírito traz impressos em si o fruto de suas escolhas, o resultado de suas experiências passadas, em seu psiquismo e no corpo espiritual, a determinar a identidade e a orientação sexual da presente encarnação."
O espiritismo recomenda a todas as criaturas a conscientizaçao a respeito da sacralidade do corpo físico e da sexualidade, como fonte criativa e criadora, desyinada a ser fonte de prazer físico e espiritual, sobretudo, de realização íntima para o ser humno, em todas as suas formas de expressão.
O espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condição de masculinidade, o que sedimenta, o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.
O espiritismo é uma doutrina livre e libertária, compromissada com o entendimento da natureza íntima do ser humano, apesar de ainda haver o preconceito dentro da comunidade espírita dos quais ainda não abriram a mente para o entendimento divino e cumprimento de sua missão nessa EXISTÊNCIA.
Na parte afetiva da família, os pais de uma pessoa homossexual cabe o acolhimento integral e amoroso do indivíduo, com aceitação de sua condição, que nada mais é que uma das características da personalidade. Os ensinamentos que deve ser passados para os filhos, sejam eles homossexuais, sejam heterossexuais, serão embasado na dignidade, respeito a si mesmo e ao outro, valorizando a família e os conhecimentos por eles adiquiridos com as infinitas reencarnações.
A luta, para aqueles que vivem essa condição, é grande, a fim de afirmar a sua autoestima em uma sociedade que banaliza a condição sexual e vulgariza a diferença dos gêneros.
A homossexualidade, independentemente da forma como se haja estruturado como condição evolutiva momentânea do indivíduo, pode ser vivenciada com dignidade e ser um rico campo de experimentação do afeto e construção do amor, desde que aqueles que a vivam se lembrem de que são espíritos imortais e de que a vida na matéria é tempo de plantio para a eternidade, no terreno do sentimento e das conquistas evolutivas propiciadas pelo amor, em qualquer de suas infinitas manifestações.
Por Wanderley Oliveira e adaptado por Claudilânyo Gonçalves
Se quiserem ler a entrevista na integra é só acessa: http://www.rcespiritismo.com.br/

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