Durante a gravidez, o corpo da mulher sofre
inúmeras modificações. Tendo que trabalhar mais do que o habitual, alguns
órgãos, que antes desempenhavam aparentemente bem as suas funções, passam a
apresentar sinais de “cansaço”. Com isso, a gestante muitas vezes apresenta alguns
problemas de saúde que, devido ao número limitado de medicamentos que podemos
usar durante a gravidez, são mais difíceis de ser controlados. Quando a
fecundação ocorre sob essas condições, são maiores os riscos, tanto para a mãe
quanto para o feto. É por isso que uma importante recomendação para quem
pretende engravidar é procurar saber como anda sua saúde.
Outra orientação dada às futuras mamães é que
busquem não estar muito acima do seu peso ideal. Para tanto, a dieta balanceada
e a prática de atividade física são grandes aliadas. Ambas auxiliarão no
estabelecimento de uma rotina saudável para o período gestacional. A reposição de ácido fólico, por pelo menos um mês
antes da fecundação e até o 3º mês de gravidez, tem se demonstrado
significativamente eficaz na prevenção de más-formações do sistema nervoso
central do bebê.
Tais orientações visam apenas à parte orgânica do
preparo para a gestação. Entretanto, no plano espiritual, outras providências
envolvem a chegada de um bebê, e a mãe pode colaborar para que tudo transcorra
da melhor maneira possível. André Luiz, através de obras como Missionários da
Luz e Entre a Terra e o Céu, procurou nos colocar a par dos cuidados existentes
no plano espiritual para que o retorno do espírito transcorra conforme o programado.
Tudo é cuidadosamente acompanhado, o que torna a fecundação algo muito maior do
que o simples encontro entre um óvulo e um espermatozóide.
Muitas vezes, o planejamento de uma gravidez tem a
participação dos pais e dos futuros filhos antes mesmo do reencarne de qualquer
um deles. Em alguns casos, laços familiares tão estreitos buscam a aproximação
fraternal e o perdão recíproco entre esses espíritos. Isso porque dificilmente
enxergamos no indefeso bebê o algoz do passado, o que facilita seu acolhimento
em nossos braços com sincero amor.
O corpo em que o espírito retornará ao nosso plano
também recebe especial atenção, podendo o reencarnante participar ou não do
processo, de acordo com seus conhecimentos, e, conseqüentemente, suas
responsabilidades. André Luiz nos conta sobre um setor, em Nosso Lar,
denominado de Planejamento de Reencarnações, criado para atender a tal
finalidade. Ele nos ensina a importância do nosso envoltório orgânico,
essencial para a aquisição de novos aprendizados. Lembra, também, que Jesus
costumava chamá-lo de “templo do Senhor”, tamanha a sua significância em nossa
jornada rumo à evolução.
Algumas vezes, faz-se necessário um encontro entre
os pais e o espírito reencarnante durante o sono, objetivando que a aproximação
entre eles seja a mais amena possível. Alexandre ensina a André Luiz que o
plano espiritual não deve e nem pode forçar a reencarnação de um espírito. É
necessária a boa disposição dos pais para que isso ocorra. Porém, quando há
essa aceitação, as descrições do acolhimento amoroso dessas crianças por seus
pais são muito emocionantes.
O auxílio do plano espiritual prossegue durante o
encontro entre os gametas dos pais, buscando, assim, assegurar o cumprimento
daquilo que foi programado, a fim de que o corpo possa ajudar adequadamente
esse espírito em suas novas lições. E, ao longo de todos os meses da gestação,
a presença dos amigos do plano espiritual será constante, à medida que lhes
seja solicitado e permitido.
Ao contrário do que muitos podem pensar, os pais
não são agentes passivos em todo esse trabalho do plano espiritual. Eles podem
e devem participar, buscando manter os pensamentos elevados. Facilitam, assim,
a aproximação daqueles que, por amor, desejam ajudar. Para isso, devemos buscar
conversações e leituras edificantes.
É importante lembrar que, antes mesmo de a gravidez
ser fisicamente diagnosticada, o perispírito do bebê se encontra ligado ao da
mãe, sofrendo influência direta de tudo que ela pensa e sente.
Em outras oportunidades, abordaremos de que forma
esse vínculo tão estreito pode ser usado em benefício do feto. Por ora,
lembramos apenas que o que de melhor podemos oferecer, principalmente aos
nossos filhos, é o amor. E não há melhor fonte para encontrar a sua verdadeira
expressão do que nos ensinamentos de Jesus Cristo. Busquemos sempre agir
conforme seus passos.
FONTE: matéria publicada na Folha Espírita em março de 2006, Dra. Cristiane Ribeiro Assis (AME-SP) é ginecologista e obstetra, com especialização em Medicina Fetal.
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