sexta-feira, 11 de outubro de 2019

REFORMA ÍNTIMA - ANO 01 – EDIÇÃO 01 - SETEMBRO DE 2019


    

O QUE É REFORMA ÍNTIMA ?
  
I – DEFINIÇÃO

O QUE É REFORMA INTIMA?

É um processo contínuo de autoconhecimento de nossa intimidade espiritual. Consiste em uma busca de superação das limitações do ser, qual vícios e defeitos. Também é a busca de uma vivência evangélica, por uma transformação do modo de sentir, de agir e de pensar os outros e o mundo. É uma conscientização das potencialidades infinitas que habitam o ser, rumo à perfectibilidade.


II – OBJETIVOS

PARA QUE REFORMA INTIMA?

"A felicidade dos Espíritos é sempre proporcional a sua elevação. " (L.E. 967)
Depende, portanto, de cada um, abrandar os seus males e ser feliz.


III – CONTEÚDO

1-O CONHECIMENTO DE SI MESMO.

1.1 -NOSSAS IMPERFEIÇÕES, DEFEITOS.

No dia-a-dia, refletimos inconscientemente emoções, pensamentos, sentimentos e aspirações, sem controle, e sem conhecimento próprio. Vemos constantemente os erros e defeitos dos que nos rodeiam e somos incapazes de perceber nossos próprios. Nossas faltas são sempre justificadas por nós mesmos, e colocamo-nos sempre como vítimas.
A grande maioria das criaturas é 'imediatista', isto é, compraz-se na satisfação de suas necessidades elementares, e na manifestação das paixões. Nesse estágio, o homem está mais próximo de estado natural do que de sua natureza espiritual.
Nesse estágio natural, os hábitos mais comuns são a sensualidade, a gula, a agressividade. Esse
comportamento é típico nos seres humanos e confirma o desconhecimento de si próprios. Uma pequena minoria da humanidade compreende sua natureza espiritual, e como tal, reflete um comportamento mais racional e menos  compulsivo. A primazia por valores imediatistas reflete igualmente uma postura materialista, portanto efêmera na vida; ao passo que nossa natureza de Espíritos objetiva valores eternos, portanto morais e interiores.

1.2 - NOSSAS POTENCIALIDADES

Os Espíritos, sendo individuações da Inteligência Absoluta, possuem identidade de origem e de natureza com Deus. A presença divina é imanente nos Espíritos, e nossa natureza essencial possui relativamente todos os atributos divinos. Cabe a nós, Espíritos, portanto, revelar, trazer à luz, tornar ato essas potencialidades, pela conscientização e consequente dinamização das mesmas. Precisamos sair da condição de seres conduzidos pelo meio, para passarmos à categoria de condutores de nós mesmos. Importa conhecer o que possuímos de qualidade infinita em nossa essência.

2 - COMO CONHECER-SE?

2.1 -. PELA AUTOANÁLISE
- Compreendemos toda sabedoria dessa máxima (conhece-te a ti mesmo), mas a dificuldade está justamente em se conhecer a si próprio.
Muitas pessoas recorrem ainda à psicoterapia ou psiquiatria, cabe-nos porém ressaltar que a maioria das escolas psicológicas motiva comportamentos compatíveis com padrões materialistas. A Doutrina Espírita, como Cristianismo Redivivo, pauta uma conduta moldada pelos ensinamentos evangélicos, ou seja, nossas limitações possuem causa em existências anteriores, assim como os valores espirituais e eternos fundamentam nossa conduta rumo à evolução infinita.

2.2 -PELA DOR
Pela dor retificamos nossas mazelas do ontem longínquo ou próximo. Os processos de sofrimento provocam na alma o despertar da consciência e ampliação de nosso grau de  sensibilidade. É nos momentos difíceis, dolorosos, que somos naturalmente levados a meditar sobre os motivos e origem de nossas vicissitudes. É na própria limitação que descobrimos o que existe de infinito em nós.

2.3- NO CONVÍVIO COM O PRÓXIMO
"Amar o próximo como a si mesmo." Aprendemos muito no convívio social, através de nossas reações ao meio e da ação do meio sobre nós: Na infância: no meio familiar encontra-se nosso relacionamento mais direto com o próximo; aqui brotam espontaneamente nossos impulsos e reações. Na escola: no convívio escolar as reações já não são tão espontâneas. Timidez e acanhamento, por vezes, sufocam nossos desejos e expressões interiores. Na adolescência: surge o "querer", momento de autoafirmação. A personalidade se configura.  Aparecem as primeiras desilusões e momentos de inconformações.

2.4 - NA DOAÇÃO DE SI MESMO
É no trabalho - seja material ou espiritual - que encontramos uma das formas de exteriorizar, manifestar nossos potenciais, os atributos divinos infinitos que nos caracterizam. Ao mobilizar forças e sentimentos, o Espírito tira de si mesmo aquilo que achava que não possuía. E nessa doação ao meio, à sociedade, sentimos inusitada alegria interior. É assim que conhecer-se implica, sobretudo, em vivenciar nossa condição de co-participantes da Criação, em revelar a si mesmo sua essência. Nisso consiste "dar testemunho", como dizia Jesus, ou seja, revelar a nós mesmos nossa destinação original, trazer à luz, ao conhecimento, a essência perfeita que nos habita - assim como o Pai é perfeito.

3 - O QUE SE PODE TRANSFORMAR?
3.1VÍCIOS:                          3.2 DEFEITOS:
FUMO                                   ORGULHO
ÁLCOOL                               ÓDIO
GULA                                    VINGANÇA
ABUSOS SEXUAIS             MALEDICÊNCIA
                                               IMPACIÊNCIA

FONTE: Federação Espírita do Estado de São Paulo, REFORMA INTIMA, Curso básico de espiritismo, São Paulo. 2 ed., 2014.

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