O QUE É REFORMA ÍNTIMA ?
I – DEFINIÇÃO
O QUE É REFORMA INTIMA?
É um processo contínuo de
autoconhecimento de nossa intimidade espiritual. Consiste em uma busca de
superação das limitações do ser, qual vícios e defeitos. Também é a busca de
uma vivência evangélica, por uma transformação do modo de sentir, de agir e de
pensar os outros e o mundo. É uma conscientização das potencialidades infinitas
que habitam o ser, rumo à perfectibilidade.
II – OBJETIVOS
PARA QUE REFORMA INTIMA?
"A felicidade dos Espíritos é
sempre proporcional a sua elevação. " (L.E. 967)
Depende, portanto, de cada um, abrandar
os seus males e ser feliz.
III – CONTEÚDO
1-O CONHECIMENTO DE SI MESMO.
1.1 -NOSSAS IMPERFEIÇÕES, DEFEITOS.
No dia-a-dia, refletimos inconscientemente
emoções, pensamentos, sentimentos e aspirações, sem controle, e sem
conhecimento próprio. Vemos constantemente os erros e defeitos dos que nos
rodeiam e somos incapazes de perceber nossos próprios. Nossas faltas são sempre
justificadas por nós mesmos, e colocamo-nos sempre como vítimas.
A grande maioria das criaturas é
'imediatista', isto é, compraz-se na satisfação de suas necessidades
elementares, e na manifestação das paixões. Nesse estágio, o homem está mais
próximo de estado natural do que de sua natureza espiritual.
Nesse estágio natural, os hábitos mais
comuns são a sensualidade, a gula, a agressividade. Esse
comportamento é típico nos seres humanos
e confirma o desconhecimento de si próprios. Uma pequena minoria da humanidade
compreende sua natureza espiritual, e como tal, reflete um comportamento mais
racional e menos compulsivo. A primazia
por valores imediatistas reflete igualmente uma postura materialista, portanto
efêmera na vida; ao passo que nossa natureza de Espíritos objetiva valores
eternos, portanto morais e interiores.
1.2 - NOSSAS POTENCIALIDADES
Os Espíritos, sendo individuações da
Inteligência Absoluta, possuem identidade de origem e de natureza com Deus. A
presença divina é imanente nos Espíritos, e nossa natureza essencial possui
relativamente todos os atributos divinos. Cabe a nós, Espíritos, portanto,
revelar, trazer à luz, tornar ato essas potencialidades, pela conscientização e
consequente dinamização das mesmas. Precisamos sair da condição de seres
conduzidos pelo meio, para passarmos à categoria de condutores de nós mesmos.
Importa conhecer o que possuímos de qualidade infinita em nossa essência.
2 - COMO CONHECER-SE?
2.1 -. PELA AUTOANÁLISE
- Compreendemos toda sabedoria dessa
máxima (conhece-te a ti mesmo), mas a dificuldade está justamente em se
conhecer a si próprio.
Muitas pessoas recorrem ainda à
psicoterapia ou psiquiatria, cabe-nos porém ressaltar que a maioria das escolas
psicológicas motiva comportamentos compatíveis com padrões materialistas. A
Doutrina Espírita, como Cristianismo Redivivo, pauta uma conduta moldada pelos
ensinamentos evangélicos, ou seja, nossas limitações possuem causa em
existências anteriores, assim como os valores espirituais e eternos fundamentam
nossa conduta rumo à evolução infinita.
2.2 -PELA DOR
Pela dor retificamos nossas mazelas do
ontem longínquo ou próximo. Os processos de sofrimento provocam na alma o
despertar da consciência e ampliação de nosso grau de sensibilidade. É nos momentos difíceis,
dolorosos, que somos naturalmente levados a meditar sobre os motivos e origem
de nossas vicissitudes. É na própria limitação que descobrimos o que existe de
infinito em nós.
2.3- NO CONVÍVIO COM O PRÓXIMO
"Amar o próximo como a si
mesmo." Aprendemos muito no convívio social, através de nossas reações ao
meio e da ação do meio sobre nós: Na infância: no meio familiar encontra-se
nosso relacionamento mais direto com o próximo; aqui brotam espontaneamente
nossos impulsos e reações. Na escola: no convívio escolar as reações já não são
tão espontâneas. Timidez e acanhamento, por vezes, sufocam nossos desejos e
expressões interiores. Na adolescência: surge o "querer", momento de
autoafirmação. A personalidade se configura.
Aparecem as primeiras desilusões e momentos de inconformações.
2.4 - NA DOAÇÃO DE SI MESMO
É no trabalho - seja material ou
espiritual - que encontramos uma das formas de exteriorizar, manifestar nossos
potenciais, os atributos divinos infinitos que nos caracterizam. Ao mobilizar
forças e sentimentos, o Espírito tira de si mesmo aquilo que achava que não
possuía. E nessa doação ao meio, à sociedade, sentimos inusitada alegria
interior. É assim que conhecer-se implica, sobretudo, em vivenciar nossa
condição de co-participantes da Criação, em revelar a si mesmo sua essência.
Nisso consiste "dar testemunho", como dizia Jesus, ou seja, revelar a
nós mesmos nossa destinação original, trazer à luz, ao conhecimento, a essência
perfeita que nos habita - assim como o Pai é perfeito.
3 - O QUE SE PODE TRANSFORMAR?
3.1VÍCIOS: 3.2 DEFEITOS:
FUMO ORGULHO
ÁLCOOL ÓDIO
GULA VINGANÇA
ABUSOS SEXUAIS MALEDICÊNCIA
IMPACIÊNCIA
FONTE: Federação Espírita do Estado de
São Paulo, REFORMA INTIMA, Curso básico de espiritismo, São Paulo. 2 ed., 2014.

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