1.
Como
se caracterizam nossos tempos com relação ao vício do fumo?
2.
Quais
os apelos que a televisão oferece com relação ao fumo?
3.
Como se caracterizam as propagandas de cigarro?
4.
Qual
a postura de nossa sociedade em relação ao fumo em lugares públicos?
5.
Está
na moda fumar?
Nossa época não oferece arrimos seguros
para o coração do homem. Vivemos em uma sociedade consumista, onde os valores
reais são substituídos pela emoção, pelo prazer da moda, pela afirmação social.
Em sua insatisfação interior o homem procura sentido para o que lhe parece
confuso. Experimenta caminhos, mas nem sempre encontra; perde-se no vício, na
não realização pessoal, na autoafirmação social.
II - CAUSAS DO VÍCIO DO FUMO
1. Fumar consiste em um hábito puramente
imitativo; não tem qualquer justificação racional.
2. Na falta de respostas ao Eu, busca-se
um prazer diferente para preencher o vazio interior.
3. Busca de autoafirmação social,
prestígio perante os homens.
4. Falta de segurança em si mesmo, e tantas
outras causas.
III - POR QUE PARAR DE FUMAR?
A) PARA PREVENIR ENFERMIDADES
Sabemos que a cada oito fumantes, um
sofre de câncer. Cada cigarro encurta a vida em quatorze minutos. (...) começo
por demonstrar a necessidade de cuidar do corpo, que, segundo as alternativas
de saúde e doença, influi sobre a alma de maneira muito importante, pois temos
de considerá-la como prisioneira da carne. Para que esta prisioneira possa
viver; movimentar-se, e até mesmo conceber a ilusão da liberdade, o corpo deve estar
são, disposto e vigoroso. (ESE, Cap. XVII, item 11).
A1) O zelo e o respeito ao
organismo, que nos legado é na presente existência, devem nos levar a
compreender que não temos o direito de comprometê-lo com a carga de toxinas que
o fumo acrescenta. Sob esse aspecto, a Doutrina Espírita considera o fumo como
uma forma de suicídio indireto, assim como todo tipo de excesso que,
indubitavelmente, acarreta consequências maléficas ao corpo físico e ao
perispírito.
A2) O fumo não só registra impurezas
no perispírito - que são visíveis aos
médiuns videntes - como também amortece
as vibrações mais delicadas, bloqueando-as, tornando o homem até certo ponto
insensível aos envolvimentos espirituais de entidades amigas e protetoras.
A3) É importante ainda considerar
que, dentro de um propósito transformista, que a vivência doutrinária nos
evidencia, é indispensável àqueles que pretendem dedicar-se ao trabalho de
Assistência Espiritual deve abandonar o fumo, pois que eles (os trabalhadores)
são veículos de energias vitalizantes, transmitidas no serviço de passes.
A4) O fumante, além de tudo,
alimenta o vício de entidades que a ele se apegam para usufruir das mesmas
inalações inebriantes. Permanece por vezes sob domínio de entidades que se
comprazem do mesmo mal. Apesar de todos esses constrangimentos, importa-nos
considerar que o vício não exclui a possibilidade de se possuir grandes
virtudes.
É assim que afirma O Livro dos
Espíritos: Quando o homem está mergulhado, de qualquer maneira, na atmosfera do
VÍCIO, o mal não se torna para ele um arrastamento quase irresistível? -
Arrastamento, sim, irresistível, não. Porque no meio dessa atmosfera de vícios
encontra-se, às vezes, grandes virtudes. São Espíritos que tiveram a força de
resistir, e que, tiveram ao mesmo tempo, a missão de exercer uma boa influência
sobre os seus semelhantes. (L.E, 645)
O fato de fumar não deslustra virtudes
nem impede grande mérito nas realizações e conquistas. Por vezes, entre
fumantes, encontramos Espíritos de grande elevação. Todavia, toda dependência
impede ao homem a alegria maior de sentir-se um ser livre. Toda dependência de
algo exterior a si impede-nos manifestar a qualidade infinita de nossas
potencialidades.
B) SER LIVRE
Em verdade, em verdade, vos digo, todo o
homem que se entrega ao pecado é seu escravo. (Jo., 8:34) Por
"pecado" entende-se aqui todo desvio da lei natural que traça os
limites para o homem. "Pecar" é transgredir, agredir sua própria
natureza. Ser escravo, efetivamente, consiste em viver dependente de algo exterior
a si mesmo.
Como definir o limite em que as paixões
deixam de ser boas ou más? - As paixões são como um cavalo que é útil quando
governado e perigoso quando governa ( .. ) (L.E, 908)
Quando dependo de algum impulso, ou se
vivo subordinação a algo, sou algo distinto de mim mesmo. Sou diferente de mim
mesmo, pois vivo do outro, dependo do outro, do cigarro, no caso. Por vezes
achamos que o cigarro consiste em um remédio para nossa insegurança, ao passo
que a verdadeira segurança consiste em não depender de nada que nos advenha do
exterior. Ser escravo, portanto, é construir grilhões: os grilhões físicos, e
os grilhões psicológicos. No primeiro caso a chave está nas mãos do carcereiro,
porém, no segundo caso a chave está nas mãos do próprio prisioneiro. Busquemos,
pois, romper essas cadeias interiores para que possamos aqui e agora superar
nossas tendências seculares. Sejamos livres, para podermos gozar de plenitude
da alegria espiritual. Que possamos ser livres ao vincular o sentido de nossa
existência à alegria de dar de si, e
não à dependência alienante de algo
exterior a si.
IV - COMO PARAR DE FUMAR?
Há vários métodos que ensinam como parar
de fumar, porém, todos partem de um pressuposto: A VONTADE. O homem
poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?
- “Sim, e às vezes com pouco esforço,” o
que lhe falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam! (L.E, 909)
Não existem paixões de tal maneira vivas e irresistíveis que a vontade seja
impotente para as superar? - Há muitas pessoas que dizem: "Eu
quero!", mas a vontade está somente em seus lábios. Elas querem mas estão
muito satisfeitas de que assim não seja. Quando o homem julga que não pode
superar suas paixões é que seu Espirito nelas se compraz, como consequência de
sua própria inferioridade (..) (L.E, 911) A vontade pode ser forte, mas também
pode ser fraca. Depende da determinação, no grau de força que imprimimos aos
nossos pensamentos e nossas ações. Resistir aumenta a autoconfiança, fortalece
nossas potencialidades. Auto libertar-se, porém, é romper os obstáculos que
impedem a manifestação, a expressão dos mananciais divinos em nós. A felicidade
não se deixa agarrar a nada, ela é em si mesma.
FONTE: Federação
Espírita do Estado de São Paulo, REFORMA INTIMA, Curso básico de espiritismo,
São Paulo. 2 ed., 2014.

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